A Morte no Domicílio

A morte no domicílio, frequentemente associada a contextos de cuidados paliativos, é uma realidade cada vez mais presente. Nestes casos, o objetivo principal é proporcionar ao doente conforto, dignidade e tranquilidade nos seus últimos momentos, num ambiente familiar e afetivo. No entanto, este cenário traz desafios específicos, tanto para os familiares como para os profissionais de saúde envolvidos.

Por um lado, a casa não dispõe dos mesmos recursos técnicos que uma unidade hospitalar, como equipamentos de monitorização, oxigénio ou apoio clínico imediato. Essa limitação pode gerar insegurança nos cuidadores informais, especialmente em situações de agravamento do estado clínico do doente. Por outro lado, o impacto emocional é muito mais intenso, pois a família está diretamente envolvida e vive de perto cada fase do processo de fim de vida.

Neste contexto, os profissionais de saúde – incluindo o Técnico Auxiliar de Saúde – desempenham um papel fundamental. Devem prestar apoio emocional contínuo, garantir cuidados básicos como higiene, conforto e alívio da dor, e orientar os familiares sobre os sinais de morte iminente. Além disso, é essencial que se disponibilizem para apoiar a família após o falecimento, ajudando no início do processo de luto.

A presença profissional, serena e empática, pode transformar este momento difícil numa despedida mais humana, respeitosa e tranquila para todos os envolvidos.

https://24noticias.sapo.pt/atualidade/artigos/familias-tem-que-fazer-escolhas-impossiveis-quando-tem-parente-internado-por-razoes-sociais

https://www.spain-tenerife.com/pt/descobrir/essencial/saude.html

Cuidados Paliativos em Contexto Domiciliário

Desafios do Acompanhamento da Morte no Domicílio

Menor acesso a recursos e apoio técnico

  • Se surgirem sintomas difíceis (dor intensa, dificuldade em respirar), a família pode não saber o que fazer ou sentir-se insegura sem ajuda especializada.
  • Também não há profissionais de saúde sempre presentes, como acontece num hospital.

  • Em casa não existem equipamentos médicos (como oxigénio, monitores, etc.) ao alcance imediato.

Maior envolvimento emocional

  • Como o doente está no ambiente familiar, a ligação emocional é mais forte.

  • Os familiares vivem a perda de forma mais direta e intensa, e muitas vezes estão mais vulneráveis e sensíveis..

  • Podem sentir-se impotentes, com medo de "errar" nos cuidados.

  • Por isso, o papel do profissional de saúde é essencial: deve orientar com calma, oferecer apoio emocional, esclarecer dúvidas e ajudar a tornar o processo mais sereno e digno.

Escola Secundária Frei Gonçalo de Azevedo
Projeto PAP 2025 - Curso Profissional Técnico Auxiliar de Saúde
Realizado por Inês Jesus; 12ºI 
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