
A Morte Numa Instituição de Saúde

A morte num ambiente hospitalar é uma realidade frequente, mas continua a ser vivida com desconforto por muitos profissionais e familiares. Apesar da rotina clínica, cada perda é única e deve ser tratada com respeito e sensibilidade. A frieza institucional pode, muitas vezes, contrastar com a necessidade de apoio emocional por parte da família e dos profissionais.
Embora seja uma ocorrência relativamente frequente, continua a representar um grande desafio emocional e ético para os profissionais de saúde. Nestes espaços, a morte tende a ser vista como uma falha da medicina, o que pode levar a uma abordagem excessivamente técnica e, por vezes, desumanizada.
Papel do Técnico Auxiliar de Saúde neste contexto

https://biblioteca.cofen.gov.br/ocorrencia-diagnostico-enfermagem-sindrome-terminalidade-pacientes-oncologicos/
Apoio Emocional
O Técnico Auxiliar de Saúde (TAS) desempenha um papel essencial neste contexto, contribuindo para garantir que o processo de fim de vida seja vivido com respeito, dignidade e humanidade. Cabe ao TAS criar um ambiente sereno e acolhedor para o doente e os seus familiares, mesmo em momentos de dor e tensão.
Por pontos:
O TAS deve estar atento ao estado emocional do doente e da família.
A presença, o toque e uma palavra serena podem trazer conforto nos momentos finais.

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Cuidados Post-mortem
Além disso, é da sua responsabilidade colaborar com a equipa de enfermagem e médica nos cuidados post-mortem, como a higienização do corpo, remoção de dispositivos médicos, colocação de fralda e roupa adequada, bem como o posicionamento do corpo. A postura do TAS deve ser sempre empática, discreta e respeitosa, honrando a individualidade do falecido.
Por pontos:
Preparar o corpo com dignidade e cuidado: higienização, remoção de dispositivos, vestuário, identificação.
Manter uma postura de respeito, silêncio e cuidado durante todo o processo.

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Interação com a Equipa
A comunicação com a família exige tato, escuta ativa e linguagem clara, sem julgamentos. Nestes momentos delicados, o TAS pode ser uma ponte importante entre a equipa técnica e os entes queridos do paciente, oferecendo apoio emocional e facilitando o processo de despedida.
Por pontos:
Colaborar com enfermeiros, médicos e assistentes sociais para garantir um processo humanizado.
Comunicar com clareza e profissionalismo, mantendo o respeito pela dor dos familiares.